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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Exame reprova médico formado no exterior – Espante-se também

Frente à dificuldade que os estudantes brasileiros vêm encontrando para ingressar nas universidades criou-se um subterfúgio.

Já são mais de 5.000 estudantes que procuram o curso de medicina em países como Argentina, Bolívia e Cuba, segundo o Conselho Federal de Medicina. O problema é que estes médicos para poderem exercer a profissão aqui em terra brasilis o seu diploma deve ser reconhecido por instituições do País.

Desta maneira a análise do diploma estrangeiro demorava em média cinco anos e o reconhecimento era feito por universidades. Cada um fixava suas regras para análise, além disto, existia uma taxa pelo serviço, que podia variar de R$ 100 até R$ 5 mil, dependendo da universidade.

Para colocar ordem na casa o governo resolveu uniformizar o método utilizado pelas universidades.

A prova agora é aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do MEC e dividida numa fase escrita e outra prática. Antes da prova são exigidos alguns pré-requisitos, como a análise do currículo.

Parece tudo perfeito, certo?
Como na pratica a teoria é outra, vamos ver o que aconteceu!

Houve 628 inscrições para o exame de reconhecimento do diploma estrangeiro e agora pasmem, pasmem mesmo, apenas 2 foram os aprovados.

Na primeira peneira, que era a análise do currículo, sobraram 506 candidatos daqueles 628 inscritos. Para a segunda fase apenas 268 compareceram ao teste.

Até aqui eu já estava assustado, mas, o governo me deixou muito mais assustado.
“Tradicionalmente, provas de revalidação de diploma são difíceis. Isso é assim em outros países”, diz Francisco Campos, para quem é preciso avaliar se a prova está exigindo mais de estrangeiros que de brasileiros – a nota mínima no teste foi 7, um ponto a mais que a média nacional dos cursos de Medicina, que é 6.
Favorável ao novo modelo, o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Renato Azevedo Júnior, não se espanta com o resultado. “Revela a baixa qualidade de muitas escolas do exterior”, acredita.
Para o dirigente do Cremesp, a baixa aprovação não deveria ser motivo para mudar a prova. “É preciso manter o padrão. São selecionados profissionais para atender pacientes no País e os critérios têm de ser firmes para brasileiros e para estrangeiros. Para formados no Brasil ou no exterior.”

Minha preocupação é que esta decisão passe a ser puramente tecnocrata, procurando agradar os formados nos países vizinhos e os próprios  países vizinhos. Assim o povo brasileiro já tão sofrido passa a ser cobaia para estas pessoas que não tiveram a devida preparação para exercer a profissão.

Neste caso temos que ficar atentos para que não aconteça uma decisão política ao invés de técnica. Não estamos falando de carros onde se o motor fundir podemos trocá-lo ou retificá-lo, estamos falando de vidas, não há back up para vidas.

Pense bem nisto.
fonte: Jornal da Tarde

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