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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ex-presidente do Haiti retorna ao país depois de 25 anos de exílio


O ex-presidente do Haiti Jean-Claude Duvalier retornou ao país no final da tarde deste domingo (16), após permanecer 25 anos exilado na França. A informação foi divulgada primeiramente pela Agência France Presse e confirmada ao G1 pelo embaixador do Brasil no Haiti, gor Kipman.

"Ele [ Duvalier] veio com bilhete de ida e volta. O bilhete dele é para o dia 20. Resta saber se ele vai voltar. Por enquanto, não dá nem para imaginar o que vai acontecer nas ruas a partir de amanhã [segunda-feira]", disse ao G1, por telefone, o embaixador do Brasil.
Apelidado de  "Baby Doc", Duvalier foi presidente do Haiti entre 1971 e 1986 e foi retirado do poder por uma revolta popular. Aos 59 anos, ele é acusado de ter desviado mais de US$ 100 milhões em obras sociais.

Duvalier volta ao país em um momento tenso da política local.  O segundo turno das eleições, que estava marcado para este domingo, foi adiado e ainda não tem data para ocorrer.

Uma comissão da Organização dos Estados Americanos (OEA) esteve nas últimas semanas fazendo um relatório sobre o pleito em solo haitiano. O material já foi entregue para o presidente René Preval.  No relatório, a OEA recomenda que o candidato governista à Presidência se retire do segundo turno das eleições.

Segundo o embaixador barsileiro no Haiti, ainda não há informações de que Duvalier esteja apoiando algum dos candidatos que têm chance de disputar o segundo turno. Ainda na noite deste domingo, segundo o embaixador, o ex-presidente terá reuniões com grupos políticos na captal haitiana.

Minustah
A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), que desde 2004 atua no país sob o comando do Brasil, não recebeu nenhuma informação oficial sobre o retorno do ex-presidente.


Segundo a Minustah, que é responsável pela segurança do país, juntamente com a polícia haitiana, ainda não há um plano de reforço previsto devido à presença do ex-presidente no país. Além do Brasil, outros 18 países atuam na missão no país caribenho.

Em entrevista ao G1 na última segunda-feira (10), o general brasileiro Luiz Guilherme Paul Cruz, responsável pelas tropas dos 19 países da Minustah, disse que só após o país conseguir uma estabilidade política, com um novo presidente empossado, será possível visualizar os próximos passos da missão.

No ano passado, o Brasil aumentou de 1,3 mil para 2,2 mil o contingente militar no país. A expectativa de começar uma retirada gradual das forças militares a partir de 2011, como era previsto antes do terremoto que atingiu o país no dia 12 de janeiro de 2010, não deverá se concretizar, segundo Paul Cruz.

"A resolução do Conselho de Segurança [da ONU] me determina fazer uma avaliação da questão de segurança e estabilidade para propor uma possível redução dos efetivos daqui. Eu não trabalho com datas”, disse o general ao G1, por telefone.

G1 Mundo


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Um comentário:

Guilherme disse...

Quando pinta dinheiro na área, todos querem ajudar a reconstruir o Haiti.
Abraços.

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